Hoje precisamos nos adequar as novas tecnologias
que se tornam cada vez mais poderosas no meio social
Por Gabriella Correa
Atualmente sabemos o quanto é importante estar antenado em todas as novidades do mundo virtual, então não podemos esquecer que os trending topics, ou, popularmente conhecidos TT's estão com muita força na internet. O papel do jornalista diante dessa nova ferramenta é o de perceber com seu olhar jornalístico o que é notícia, e o que não é; então a jornalista Elis Monteiro que é especialista em tecnologia e apaixonada por mídias digitais conta mais sobre o efeito que eles causam agora no twitter que surgiu em 2006, criado por Jack Dorsey, e vem evoluindo desde então.
— Os Trending Topics já pautam a imprensa tradicional e são meio que o termômetro das notícias. É claro que ainda precisamos amadurecer o uso dessa ferramenta, que ainda tem muito foco em besteiras e movimentos que não levam ninguém a nada. Mas os TT´s são uma importante ferramenta para a compreensão do que os formadores de opinião estão pensando, o que a mídia está noticiando, o que está incomodando os consumidores, o que pode se tornar manchete de jornal. —
Sempre foram mundiais, e são usados para manifestações sociais de todo tipo, mas será que agora tornaram-se mais complexos divididos por regiões e países?
— Pelo contrário. Os TT´s ficam mais simples porque agora são divididos e, portanto, os interesses são mais locais. Nem sempre nosso interesse é pelo que está longe, mas pelo que faz diferença no nosso dia a dia. Por isso, foi excelente a ideia do Twitter de dividir os TT´s por cidade, país e mundo. De qualquer forma, o Twitter hoje é uma excelente ferramenta para quem deseja se manter informado.—
Então eles se tornaram notícia; mas depois tivemos a polêmica de quando foram apagados, o que pensa a respeito?
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| Elis fala sobre a importância dos TT's na sociedade atual |
Então eles se tornaram notícia; mas depois tivemos a polêmica de quando foram apagados, o que pensa a respeito?
— Fico muito preocupada quando os TT´s são "editados" ou quando eles somem porque fica a impressão de que o movimento nem sempre é orgânico, natural, nem sempre parte do povo. Mas acho que o Twitter já compreendeu que a lista é a parte mais importante do serviço, porque congrega o que há de mais relevante na rede.—
Podemos dizer então que as redes sociais estão transformando os negócios, também em termos de promoções visto que estão transformando a forma como as empresas convivem com os consumidores. — Esse é um movimento inédito, antes, se uma empresa queria anunciar alguma coisa, só pagando, e caro, pelas inserções em jornais, rádios e TVs. As empresas agora têm um canal direto com o público e vice-versa. Agora toda empresa pode montar canais de comunicação, receber críticas, se defender, dialogar com os consumidores, conquistar simpatia. — Conclui Elis.
Alguns casos de vídeos sobre os treding topics que foram um sucesso são os exemplos: "Cala Boca Galvão", a revolta contra a Brastemp, o viral "Pôneis Malditos", além de muitos outros.
— No caso do Cala Boca Galvão percebemos que uma informação bem massificada no twitter pode virar uma verdade para pessoas sem a informação certa. Não acho uma boa ideia também “censurar” os TT’s porque quanto mais ferramentas estiverem ao dispor dos usuários, mais receita gera para o site — Afirma Christiaan Andrade, aluno do sétimo período do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Gama Filho.
Ao contrário de Elis Monteiro, Christiaan acha que os TT's divididos por regiões se tornam mais complexos, mas ao mesmo tempo melhor para mensurar toda a parte geográfica dos usuários do site.
O caso do "Cala Boca Galvão" foi uma confusão gerada por um grupo de pessoas, aqui no Brasil, que passou uma informação falsa para alguns estrangeiros que acreditaram na veracidade da notícia e a divulgou, sem antes procurar saber mais sobre a segurança da origem da fonte que informou. No final cria-se até uma brincadeira com a "confusão" gerada, onde até mesmo o próprio narrador de esportes nacionais, da Globo, Galvão Bueno entra na campanha para salvar a tal "ave Galvao" que supostamente está ameaçada de extinção.
Confira o vídeo:
— No caso do Cala Boca Galvão percebemos que uma informação bem massificada no twitter pode virar uma verdade para pessoas sem a informação certa. Não acho uma boa ideia também “censurar” os TT’s porque quanto mais ferramentas estiverem ao dispor dos usuários, mais receita gera para o site — Afirma Christiaan Andrade, aluno do sétimo período do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Gama Filho.
Ao contrário de Elis Monteiro, Christiaan acha que os TT's divididos por regiões se tornam mais complexos, mas ao mesmo tempo melhor para mensurar toda a parte geográfica dos usuários do site.
O caso do "Cala Boca Galvão" foi uma confusão gerada por um grupo de pessoas, aqui no Brasil, que passou uma informação falsa para alguns estrangeiros que acreditaram na veracidade da notícia e a divulgou, sem antes procurar saber mais sobre a segurança da origem da fonte que informou. No final cria-se até uma brincadeira com a "confusão" gerada, onde até mesmo o próprio narrador de esportes nacionais, da Globo, Galvão Bueno entra na campanha para salvar a tal "ave Galvao" que supostamente está ameaçada de extinção.
Confira o vídeo:

